Essa semana eu escrevi sobre a Rose bot do Telegram lá no Prensa (se quiserem ler, esta linkado no nome dela), hoje aqui vou escrever sobre o bot bolsonarista do WhatsApp: a elite rastaquera. Porque, dia desses, eu estava lendo umas notícias do Meio – jornal vinculado ao jornalista Pedro Doria – que empresários apoiavam o golpe do Bolsonaro no dia 7 de setembro. Ora, quem são essa gente que acha que o Brasil é só deles? Claro, tinha que estar no meio o Veio da Havan bot (Luciano Hang) e outros que não vou me ater, até porque, não vou fazer propaganda para rastaquera. O interessante é que o termo rastaquera sempre cabe no caso dos empresários bolsonaristas e os empresários lulopetistas, porque mostra a mediocridade de pessoas que ostentam posses. Mas, não ostentam cultura. As elites – em toda a história humana – sempre pode ter mais leitura, sempre pode estudar, sempre pode ser os “guardiões” das comunidades onde estavam. No Brasil – que gosta de uma prática e sustentar só aquilo que acreditam – a elite gosta de mostrar dinheiro, balada (putaria) e sempre apoiar aquilo que vai trazer dinheiro para si mesmo. Foda-se a nação.
Mais uma vez – seguindo uma trilha de besteirol e crimes
idiotas por causa de índoles duvidosas – bolsonaristas peidam na farofa porque
brasileiro que se preza, sustenta sua posição a qualquer preço. Mesmo, se para
ter razão, defender coisas ilícitas e mentiras. Porque a grande maioria, na
verdade, nem gosta e nem sabe da democracia, porque vai ser sempre a favor de uma
oligarquia que traga benefícios para si mesmo. Nem que para isso, tenham mortes.
Como diz um velho ditado: o problema não é o cara, são seus fãs. Até poderia
ser verdade com Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Luther King etc., mas, não com Bolsonaro
e Lula. O bolsopetismo sobrevive assim, porque querem o poder e gostam do Culto
a Personalidade. Características de pessoas psicopatas e que fazem de tudo para
serem vistos.
A meu ver, existem duas coisas que devem ser explicadas
dentro desse texto. Uma é que nosso povo tem uma grande dificuldade em mudar,
gostar de mudanças. Porque ele como um ser cordial (ser do coração), se entrega
muito fácil para memorias afetivas. Eles não são conservadores, são afetivos
dentro de tempos passados por causa de sensações que tiveram em certos períodos
naquela época. Ou seja, a esquerda está errada: até eles mesmos são reacionários,
porque temos uma cultura reacionária por causa do apego sentimental das coisas
e das crenças (que geram mitos). Por isso as pessoas começam a dizer:
<<Ah, nesse tempo era bom>> ou <<ah, tempo bom que não volta
mais>>. Porque se tem um apego muito forte com essa memória afetiva. Nem lembra
pormenores.
Politicamente, nossa cultura pode apresentar riscos de
elegermos sempre caudilhos e isso não é novo. Vem desde Vargas. O avô que foi a
cavalo lá no palácio do catete e enfrentou o “sistema”, isso gera uma comoção sentimental
do homem-lider que defende a nação de pessoas que pouco importam com a nação. Carecemos
de heróis. Sempre – em nome de verdades, muitas vezes, duvidosa – destruímos personagens
históricos por causa de um ressentimento que se transforma em ideológico. Eu não
estou bem e feliz, porque o outro está melhor do que eu. Claro, no mundo de
hoje, as pessoas são cobradas o tempo todo e de todas as formas. Porém, não acho
que seja um “fascismo-neoliberal”, acho que as próprias pessoas se colocaram assim,
e talvez, as pessoas achem que “tem que” ser assim. E a liberdade e o livre-arbítrio
que dizem temos?
A questão não pode ser explicada em algumas linhas, porque
requer explicações gigantescas. Pois, sabemos muito bem, que não estamos em
nenhum fascismo (não interessa o que isso possa parecer), pois, nossos direitos
civis não foram cassados. Nem estamos e nunca ficamos um país socialista. O socialismo
não é o mesmo que comunismo e nem anarquia. As coisas são bem mais complexas, e
o Hang bot deveria saber, que em 64 teve financiamento americano e aval da CIA
para o “comunismo” não invadir o sul. Hoje, não tem nenhuma União Soviética, não
tem nada que convença os americanos de apoiarem uma intervenção ou ditadura. Por
outro lado, Bolsonaro sabe que se ele instaurar uma ditadura, poderemos perder indústrias,
o investimento vai embora e o país entra em um período devastador. Maluco ele não
é (nem come um prato de merda e nem rasga dinheiro). Ele era e continua sendo centrão.
Do mesmo modo o Lula. Mesmo que tenha bens – Collor disse em
1989, que ele tinha um aparelho de som que nem ele tinha e não duvido – a áurea
de um torneiro mecânico, nordestino que foi para São Paulo de “pau de arara”, não
saiu nas mentes da maioria. A meu ver, as pessoas vão votar no Lula não por
causa dele ou porque gostam, mas, por causa das asneiras que Bolsonaro disse. Ou
seja, o diabo acaba sendo o mesmo.
Amauri Nolasco Sanches Júnior – 46 anos, cadeirante e um
quase bacharel de filosofia
As pessoas vão votar no Lula pq tem 'memória, lembrança' do tempo em que recebiam salário, 13o., férias, FGTS, auxílio desemprego, tinham escolas, atendimento médico, dinheiro para viajar pelo Brasil e fora dele, dinheiro para 'dar entrada' em uma casinha, em um carro fazer compra do mês e sobrar grana para jantar fora, pedir pizza, fazer um currasquinho. As pessoas vão votar no LULA pq lembram que com ele isso era possível e os que vieram depois dele, tirararem os bens e a dignidade do povo. E a 'memória afetiva' de ter dignidade, traduzida em comer todo dia e se sentir respeitado, é muito mais forte que ideologias.
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