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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Vida solitária de um cadeirante e vencendo o medo



Foto do Vader daqui (risos)



Amauri Nolasco Sanches Junior
(42 anos, formado em filosofia da educação na FGV e também, formado em publicidade pelo IPED e técnico de informática pela ETEC Parque Santo Antônio)

Quando a vida nos desafia, temos que encarar esses desafios e dizer para vida que você aceita o desafio. O medo existe, esse medo é normal para temos mais cuidado com certas situações. Mas, o medo em excesso vira fobia e as fobias não são tão boas. Porém, o medo gera uma certa raiva que você queria fazer e não consegue ou não pode fazer, por causa dela e não sabe que é uma questão dela mesma e não dos outros. Conhecendo a si mesmo e suas limitações e o que seu poder – mesmo que esse poder seja apenas poder sair – pode fazer, você conquista uma galáxia. Parece uma coisa contraditória, mas, vendo meu boneco (adquiri recentemente) do Darth Vader não é não. Aliás, sai sozinho, pela primeira vez em 42 anos de vida.

Quem lê meus textos sabe que eu sou uma pessoa com deficiência física e sou cadeirante, mas, por incrível que pareça, mesmo com minha cadeira motorizada. Eu sempre saio com as pessoas e não tinha o habito de sai sozinho, mesmo o porquê, minha deficiência não me dá forças nos braços para sair com a cadeira manual. Neste domingo, com o transporte já marcado, mas, com o rompimento do meu noivado, eu decidi encarar o desafio de sai sozinho e encarar o medo de ficar lá sem ninguém conhecido (como sempre estou lá, os seguranças sempre me conhecem do shopping). Gostei de encarar esse desafio e prestei mais atenção em mim, nas minhas vontades, naquilo que eu quero comer, daquilo que eu quero vestir, aquilo que eu preciso. Prestei atenção em mim mesmo e prestei atenção naquilo que eu posso fazer. Mesmo com o pneu dianteiro murcho, mesmo com as dificuldades, eu voltei para casa com o desafio feito e encarado. Talvez, esse papo de que a vida te coloca desafio para você evoluir seja verdade, e é o que acredito como um bom espiritualista que sou.

Mas, podem me perguntar: o que tem a ver Darth Vader com isso? Bom, eu vou explicar da maneira que sei explicar, controverso e filosófico. A maioria do nerds e geeks (como eu), sabem, que toda a saga do Guerra das Estrelas (Star Wars) tem dois pilares, a filosofia zen e a segunda guerra mundial. Os Jedis, nitidamente, têm raízes no zen budismo por ser algo que o criador, George Lucas, segue e a segunda guerra, por ele (Lucas) ter ascendência judia. O maior templo budista que se tem notícia foi o templo Shaolin na China, onde eram feitos treinamentos espirituais severos a partir do zen e se tinha os monges da linha clara e os monges da linha escura, como os Jedis e os Siths. Só que para os budistas – pegando a raiz de Buda Gautama – não existe o bem ou o mal, existe o conhecimento e a ignorância. Pessoas ignorantes podem fazer o mal para outras pessoas, podem ter ódio de coisas que não entendem ou não podem entender. Os que tem o conhecimento, não podem fazer isso porque sabem como funciona as leis universais: se você fizer algo esse algo molda toda a sua realidade e essa realidade fica boa ou má, conforme suas atitudes.

Anakin Skaywaker era o jedi mais poderoso que se tinha noticia, tinha componentes da FORÇA fora do normal. Foi resgatado de um planeta remoto como escravo junto com sua mãe pelos jedis Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi. Qui-Gon sempre acreditou que Anakin era o escolhido para equilibrar a FORÇA novamente e trazer paz ao universo, como estava na profecia dos jedis. A mãe de Anakin jurava que ele foi gerado sem um pai e então, isso faz dele, muito mais especial (e dará um ar maior de escolhido da Força). Muitas pessoas vão ligar Anakin a Jesus numa análise superficial, mas, são analises muito pobres da questão. Todo relato de escolhidos são assim, deuses e anjos avisam e eles são concebidos sem pai para mostrar o lado imaculado do útero que gerou a criança mostrando assim, que o sexo é pecado ou é sujo. O lado do prazer que as religiões desprezam e condenam, porque são concorrentes muito perigosos. Já pensaram se o ser humano sentisse prazer e não se ligasse dos problemas da vida? O que seria das religiões que darão sempre um caminho? Estou falando da verdadeira espiritualidade que só é aprendida no esoterismo de cada uma dessas religiões que existem. Todas. Mas, voltamos a Anakin.

Foi treinado. Não por Qui-Gon que morreu salvando Kinobi e Anakin, mas, pelo próprio Kinobi na qual, quando se tornou Lord Sith, Anakin o matou. Não faço uma análise rasteira como fazem vários esotéricos que não entendem a mensagem filosófica dentro da saga. Primeiro, os sabres de luz mostram muito dentro de quem é quem, porque os mestres jedis tem os sabres azuis (que mostram a espiritualidade) e os mestres siths tem sabres vermelhos (mostrando o poder). Alguns colocam como os nazistas e os aliados, que também é uma visão bastante válida, mas, estou analisando por outro viés. Outras características interessantes podem ser mostradas, como a obsessão sith de colocar androides, componentes eletrônicos, e até mesmo, modificar o corpo. O próprio Anakin, por ter sido queimado por larva vulcânica após um duelo com seu mestre, foi modificado com componentes eletrônicos. Mostrando o lado materialista.

Anakin não conseguiu desapegar da mãe e quando foi buscar ela, viu ela morrer nos seus braços. O problema do desapego é muito retratado na saga, porque tem a ver com a questão do sentimento, aquilo que temos medo de perder. E quando temos medo de qualquer coisa, sempre tudo que temos medo aparece para trabalharmos esse medo, e o desapego é o medo da perca do amor, do desaparecimento daquilo ou de quem, amamos. Quando desapegamos, deixamos esse alguém ir e não sofremos, ficando só o amor. Anakin não fez isso e viu a mãe morrer. Não se desapegou de Padmé e viu, também, ela morrer (ele mesmo tentou enforca-la), e por medo de perde-la, se associou ao senador Palpatine e que foi, o imperador sith da republica galáctica. Mas, o amor não é tão maléfico, não pode ser tão nocivo ao mundo espiritual ao ponto de ser proibido dois seres ficar juntos. Um mestre da arte jedi, não pode se casar (não pode na velha ordem, depois, seu filho Luke modificou isso).

Vou chegar numa outra questão que todo mundo concordará. Por que, com tantos heróis, ainda Darth Vader é o personagem mais interessante da saga? Porque, se queira ou não, Anakin era o mais poderoso jedi e o escolhido, mas, não nos moldes de uma moral jedi já ultrapassada que não enxergou o obvio. O sentimento fez Anakin ser o lord sith mais poderoso da galáxia conhecida e deixava cada planeta ter sua própria cultura. Porém, foi o sentimento dele que salvou seu filho do imperador e morreu. Ele equilibrou a FORÇA e livrou a ordem republicana do império. O desapego, muitas vezes, pode ser encarado como uma indiferença com quem amamos, pode sim fazer sofrer se amamos com força, mas, todas as forças podem anular a FORÇA maior, como diz a teoria newtoniana. Mesmo sendo escravo, mesmo sendo um jedi incompreendido, mesmo sendo um lord sith, ela supera sua dor e seu medo, e traz de volta o equilíbrio e fez o que quis fazer. Conquistou vários planetas com o corpo queimado, sem um braço, sem uma perna e o corpo robótico. Sem contar, que sem a roupa com a máquina, ele não respira. Quantas pessoas com deficiência, mesmo com tantos aparatos, nem saem de casa?

Na essência, a saga é uma saga psicológica entre o que você é e o medo daquilo que esconde o que você é. A saga do herói de Campbell (que ajudou Luccas a escrever toda a saga por ser um mitólogo de renome), é a essência do Star Wars como uma saga psicológica da renegação do herói em fazer a aventura. No Ilíada, Aquiles se recusa no primeiro momento de obedecer a Agamenon e ir para Troia, até a mãe dele dizer que ou ele fica e é esquecido, ou ele vai e seu nome escoara por toda a eternidade. No mesmo modo acontece com Anakin que a mãe lhe convence a ir cruzar novas aventuras e ser um mestre jedi livre. A mãe representa a segurança, o útero que lhe gerou e lhe deu a vida, a segurando do “quentinho” de não enfrentar o mundo. Mas o mundo deve ser enfrentado. O mundo é onde vivemos e aprendemos a ser seres humanos. Com a doença da minha mãe e ela ir para o mundo espiritual, aprendi que é muito fácil você ser corajoso com ela por perto, mas, é extremamente, difícil, ser corajoso longe dela. A vida nos ensina com a solidão. Quando o útero que lhe deu segurança e conforto, não está lá para te dar segurança, se deve andar com as próprias pernas. Anakin não viu, ele deixou esvair na culpa, temos também um sentimento de culpa, mas, passa. Mesmo ele sendo lord sith por esse ódio, ele aos poucos, se deu conta que ele se tornou de novo um escravo do imperador e já queria derruba-lo.

O imperador é a ignorância do falso EGO, aquele que nutre somente a si mesmo. O filho (Luke) é o seu alter ego (outro eu) querendo te curar da ilusão (sabe de luz verde) e a filha (Leia), é a retomada do controle da liberdade. Mas, você salva seu alter ego e seu lado sombra morre para renascer seu lado espirito, a sombra é a meteria. Transcender seus medos é um pouco enfrentar o instinto de preservação do corpo, porque o corpo é comandado pela alma e não ao contrário. A questão é: que para deixar nossa caixa de conforto, a dor é imensa, você tem que deixar o útero uma hora e seguir em frente. Desculpe, mas, Star Wars é a saga dos Skywakers e ensina sim, transcender o nosso medo, transcender o nosso lado material, transcender a existência de algo maior e nos ensina que o que nos move é a FORÇA. Sai no domingo (18) e venci meu medo de deixar a casa (útero) sem ninguém por perto, venci meu medo de não saber fazer, vi que eu sou capaz e fiz o que era para fazer. Como Anakin (de maneira um pouco diferente), perdi duas pessoas que me davam segurança, tive meu momento de Darth Vader em ter ódio, mas, consegui ver além do ódio e não acho que devemos renegar ele, pois, muitas vezes, é esse ódio que nos faz sair da caixinha confortável. Estou redescobrindo minha vida e vou ter que me readaptar. Quem sabe, ter mais controle comigo e como dizem, vida que se segue.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O bilhete da menina com Síndrome de Down e o preconceito explicito






IMAGEM 01: Menina de 8 anos que tem síndrome de Down recebe bilhete anônimo com frases preconceituosas e a sigla 'B17'. Família acionou a polícia. Descrição #pracegover: Pedaço de papel parcialmente amassado com linhas onde estão escritas as frases 'negro na senzala, gay no armário, retardado na apae', além da sigla B17. Crédito: Reprodução.

Pedaço de papel parcialmente amassado com linhas onde estão escritas as frases ‘negro na senzala, gay no armário, retardado na apae’, além da sigla B17





Amauri Nolasco Sanches Junior

O preconceito está começando a ganhar “corpo” com a eleição desse ano e a polarização. Agora imagina você ter uma filha com Síndrome de Down e você mexendo na mochila e pegando um bilhete dizendo: “negro na senzala, gay no armário, retardado na apae”. O que você sentiria? Você iria gostar desses dizeres? Isso se chama, empatia. Você pode se colocar no lugar do outro e se vê um mundo muito mais evoluídos. Quando você vê um bilhete como esse, com dizeres nazistas (sim, extrapolou o nível do preconceito e chegou ao nível nazista), ou essas pessoas gostam de morar nas cavernas, ou essa gente tem que ser preza para ter uma empatia social. Por que negros incomodam? A mim acho que não incomodam e são cidadãos como outro qualquer. Por que gays incomodam tanto? A mim não incomodam e tenho amigos gays e nunca virei gay, porque quem quer “gay no armário”, não se definiu sexualmente. Por que pessoas com deficiência, seja a deficiência que for, incomoda tanto? Empatia.

Só para começar, “apae” é uma sigla e siglas são de letras maiúsculas como “APAE”, só para corrigir o bolsominion. Outra coisa, se você é contra o PT não deveria ser sinônimo de ser preconceituoso, e ninguém entendeu. Acho isso, além de ser cafona, ainda pessoas ignorantes que não sabem que no mundo todo tem inclusão. Pessoas com deficiência tem uma visibilidade muito mais lá fora, porque lá fora existe muito mais cultura e menos fanatismo. Porque ao mesmo tempo que as pessoas votam em algum candidato, se ele não fizer ou não ser o que apareceu na campanha, também criticam o candidato e cobram eles daquilo que prometeram. Preconceito contra negros, contra homossexual e contra pessoas com deficiência é crime, leis não tem ideologias. Será que essas pessoas não sabem que essas coisas são crime? Será que eles não sabem que o mundo evoluiu e tudo gira em torno dos direitos dos homens? O ser humano é uma espécie só, todos são homo sapiens e ponto.

Preconceitos tem a ver com a ética, por ser tratar de valores aprendido. Etimologicamente, vem de “pré”, que dará uma visão de uma ideia de algo anterior, antecedente, que existe de forma primária. Com o “conceito”, que é aquilo que se entende ou compreende em respeito de algo, derivado do latim “conseptus”, o significado se refere a construção ideal do ser ou de objetos apreensíveis cognitivamente. O preconceito é um conceito formato de forma anterior ou antecedente a constatação dos fatos. Portanto, um sujeito que tem preconceito é um sujeito que tem uma ignorância que se prendeu em ideias pré-concebidas, que despreza um outro ponto de vista.  Um outro ponto de vista é ter empatia com o outro, ver o outro como um ser humano, como um igual. Se um adolescente repete essas coisas num bilhete, ele ouviu e aprendeu em algum lugar e esse lugar, é na sua casa.

Você cria seu filho dentro de sua casa, sem conviver com o diferente, sem amigos e assim, você não convive com o diferente. O outro se torna uma “coisa”, um “objeto” que não pode estar ali e esse filho, vai ressonar aquilo que os pais dizem. Então, talvez, a ideia essencial do bilhete seja exatamente a ideia central de uma educação errada, uma educação que por séculos, olha as minorias como se fosse algo que se deveria varrer “de baixo do tapete”. Isso é um atraso cultural. Temos uma elite ignorante que acha que essas políticas são comunistas, sendo, que o comunismo era um governo que eliminava 10% da população, por causa da comida. Não tinha homossexuais. Não tinha negros. Não tinha pessoas com deficiência. Aliás, na Rússia, até hoje, é proibido se assumir homossexual. Se temos uma elite ignorante – que teoricamente, tem possibilidade de ler e se informar – imagina, um povo que não sabe nem o que gastou naquele mês.

Não vou me aprofundar sobre inclusão, porque todas as vezes que eu escrevi sobre as pessoas com deficiência eu expliquei sobre. Só vou dizer, para terminar, que inclusão não é uma pauta só de esquerda, porque essa pauta é uma pauta mundial. O próprio Aristóteles dizia que é mais barato as pessoas com deficiência trabalharem, do que serem sustentadas pelo governo. Ele disse isso em dois mil anos atrás. Então, o mundo educa as pessoas com deficiência para ter uma inclusão e colocar essas pessoas para trabalharem, produzirem, para ele mesmo pagar tratamento e pagar suas coisas, até, escolher o que quer usar. Inclusão, não é um luxo, mas, um direito.

domingo, 29 de julho de 2018

A Toca do coelho chamada Facebook







Imagine você deitado de baixo de uma árvore e de repente, passa um coelho dizendo “estou atrasado”. Você se pergunta: atrasado por que? Você já vai estranhar um coelho dizer isso, e mais, dizer que está atrasado e corre atrás do coelho. Você vê que mundo doido, você se prende em salas, crescendo e diminuindo, conhece criaturas estranhas que não fazem o menor sentido lógico. Você pergunta para uma figura numa árvore (um gato sorridente) se ele poderia dizer qual caminho que você deveria tomar para sair daquele mundo. Ele responde, que dependera de onde você quer ir. Então, você responde que não importa onde você vai. A figura responde, que não importa o caminho que você escolha, porém, muito intrigado com a resposta você diz, contudo, que o caminho dê em algum lugar. E a figura diz, que se você andar o bastante, vai chegar em algum lugar. Mas. Você anda, você quer sair, mas, a rainha te prende e ainda quer sua cabeça.


Carrol, quando escreveu seu maior livro, Alice no país das Maravilhas – pelo que me lembro, ele escreveu como uma história para ensinar matemática – nunca imaginaria, que o mundo virtual pudesse ser possível. Afinal, esse mundo do livro poderia ser confundido, muito bem, com o mundo virtual. Figuras estranhas. Pessoas que não sabem aonde irem e nem o caminho tomar. Fotos que não existem e felicidades que só estão na cabeça de quem tirou a foto. Esse mundo foi, muito bem retratado, no filme Matrix, onde os seres humanos viviam num mundo virtual. Onde estaria a realidade? Onde está o mundo verdadeiro? Será que uma foto em uma piscina com champanhe é a verdadeira felicidade? Será que tudo que lemos nas redes sociais é verdade? Acho que não. Porém, quem pode dizer se há um critério para saber? Como a Alice do livro do Carroll, não temos a menor ideia qual caminho poderemos chegar a uma saída, mas, o gato diz se nós andarmos o bastante, poderemos chegar. Será que é o conhecimento? Será que pesquisando?

Leiam também: O Spam chamado Facebook

As guerras ideológicas começam com o caminho que não se sabe ir. Assim como, confiar cegamente numa rede social como o Facebook, que, claramente, estará cagando para você e seu direito de falar o que você quiser. Eles são financiados pelo governo e fui milhares de vezes, censurado por eles. Tem um texto meu que escrevi tempos atrás (aqui), que mostram o quanto que não devemos confiar numa rede social, que o seu começo, começou com a raiva de Mark de não conquistar as mulheres. Foi um bulling. Ele esqueceu muito rápido que sua rede social (nem teve a capacidade de fazer o algoritmo primal do Facebook, idealizado e feito, pelo seu amigo), é uma puta fake News de Harvard. Isso mesmo. Era para zoar os alunos e quase zoou o tráfico da universidade, até onde contaram a verdade, não sei, mas, fato que ele tem um monte de dinheiro à custa de trabalho alheiro. Então, uma rede social que começou assim, tem chance de ser confiável?

Para entender o que acontece, temos que entender como funciona. Existe o Bit, que é uma simplificação para o digito binário, “Binary digit” em inglês. É a unidade de informação que pode armazenada ou transmitida, usada, principalmente, na computação e na teoria da informação. Um bit pode assumir somente dois valores: 0 ou 1, corte ou passagem de energia respectivamente. Se falarmos de modo, fisicamente, o valor de um bit, de uma maneira geral, armazenado como uma carga elétrica acima ou abaixo de um nível padrão em um único capacitor dentro de um dispositivo de memória. Porém, bits podem ser representados fisicamente por muitos valores. Mas, por que estou dizendo isso? O conceito do bit é também, importante entender como uma parte da Teoria da Comunicação que entra dentro do mundo virtual. Sem nenhum bit não pode existir comunicação dentro de qualquer computador e, por ventura, existe a programação. O fato que quando há um algoritmo – tudo na nossa vida tem um algoritmo – há uma informação sendo transmitida, e isso, sempre vai gerar um fator entrópico.

Primeiro, temos que entender, que tudo na sua vida contem seguimentos algorítmicos. Eu estou com meu computados ligado, ouvindo música, usando o teclado para escrever esse texto. Liguei o computador, estou usando o computador, coloquei uma música e estou escrevendo um texto para expressar uma opinião. Há uma linha lógica de acontecimentos que se liga, portanto, um algoritmo. Na programação, há uma sequência lógica para instruir o software a fazer o que o usuário deseja, ou seja, se eu estou escrevendo esse texto no MS-Word, alguém programou o software para obedecer ao comando do teclado (hardware). Portanto, no mundo e no universo, as informações podem criar e também, destruir um sistema e isso tem a ver com a entropia. Basicamente, a entropia, é usada muito na física e é a perda de energia. Em qualquer processo de uma transformação de energia em calor, uma certa quantidade dessa energia será, com certeza, desperdiçada e não será utilizada para esse objeto em questão (há teorias dizendo que essas energias não são desperdiçadas e voltam em outras formas).  Um exemplo, é quando esquentamos a água do café ou do chazinho (quem teve vovó sabe), nem todo aquele calor gerado será utilizado para aquecer aquela água, assim, é a entropia do calor.

Quando trazemos isso para a área da comunicação e na linguagem (afinal, não há comunicação sem linguagem), a Teoria da Comunicação pode utilizar a entropia para analisar os ruídos ou até mesmo, as incertezas da informação. Se tivemos a consideração que todas as mensagens seguem a roda emissor> canal de transmissão > receptor, que o emissor, pode por ventura, ser qualquer pessoa que passa essa mensagem, seja falada, escrita, por linguagem corporal ou por qualquer canal de transmissão (as redes sociais podem ser um exemplo), é o meio, como a fala, como uma matéria de jornal, um telefonema; é o receptor que receptor que recebe essa mensagem e a descodifica (com sua percepção), que poderemos, entender de forma da comunicação técnica.

E nesse processo sempre vai acontecer, passivamente, a entropia, de uma perda de energia na comunicação, com algum ruído, seja técnico ou linguístico (não escrever direito, por exemplo, ou um nome que não desperta interesse). Ou seja, o ruído é a interpretação do receptor faz da mensagem recebida, ou até mesmo, quando essa mensagem é enviada. Como disse, um único termo pode estragar toda a comunicação e põe ela a perder. Podemos, também, entender esse ruído e podemos consertar a comunicação perdida. Podemos entender os vários processos da mensagem e prestando bastante atenção em cada uma das etapas, poderemos até nos adaptar a nossa própria linguagem com quem recebeu. Por exemplo, mandamos um SMS para alguém, tendemos a usar textos curtos. A tecnologia do SMS não tem a pretensão de trabalhar com grandes textos, porque enviar uma mensagem longa, iria atrapalhar o meio e iria atrapalhar a compreensão da mensagem que, o receptor, iria não assimilar a informação. Muito embora, eu ache que esse exemplo do SMS – que peguei de um site que pesquisei – não seja muito adequado nos dias de hoje, mesmo o porquê, o princípio do SMS nos deu o WhattSApp. Nesse caso o ruído seria a maneira de escrever (num modo linguística) e não, o meio de onde você envia.

Mas acontece é que temos além de levar em conta a tecnologia usada para as mensagens enviadas e suas possibilidades, e compreender o objetivo da mensagem é fundamental. Podemos usar um exemplo, um e-mail de cunho profissional, que deve ser adequada a linguagem exigida pelas ocasiões. Você pode mandar um e-mail onde você manda um currículo, mas, você não pode mandar com uma linguagem coloquial ou alguma gíria. Dificilmente, um e-mail desse poderia começar dizendo: “E aí, beleza? ”. Esse exemplo é muito obvio, porque mostra que dificilmente dará o resultado esperado. E dessa forma, podemos dizer que há entropia da informação, tenta definir o grau que uma mensagem pode alcançar uma incerteza, assim, criando um ruído, uma redundância e uma imprevisibilidade. A comunicação assertiva está diretamente relacionada a essa teoria. O objetivo das duas é, justamente, identificar e corrigir os ruídos da comunicação interpessoal seja de linguagem, no meio utilizado ou a junção desses aspectos.

Com tudo isso, ainda Mark (que é considerado inteligente, mas, para mim é muito burro), acha que proibindo esse tipo de mensagem vai fazer um ruído. A internet é muito grande e tem vários ecos (que podemos chamar, também, de ressonância), que atinge conceitos, atinge posições políticas, atinge posições religiosas e com a crise, pode atingir várias posições econômicas. O próprio Mark sentiu isso essa semana, quando depois de várias resoluções e derrubamento de várias páginas pelo mundo, as ações caíram e ele perdeu bilhões. Esse tipo de erro cometeu o Google com a questão do Orkut, antes deles, a televisão (e a mídia em geral), manipulavam a informação e alienava. Mas, a tevê é uma caixa. A Google, quando construiu o Orkut, a internet era bem mais limitada e uma novidade (os norte-americanos não gostavam do Orkut), mas, hoje com o Facebook, a internet está muito mais ampla com muito mais redes sociais. Mark, com toda a inteligência que diz que tem, está com o perigo de ser mandado embora da própria empresa. Mostrando para os “anarcocapitalistas” que a empresa não é sua completamente, e também, que o capitalismo como um sistema aberto, não nos dará muitas opções. Até burrice tem limite. Como você é mandado embora de uma empresa que você mesmo construiu? Isso mostra que até pessoas, aparentemente, bem-sucedidas, podem fazer cagadas homéricas (heroicas com seu próprio patrimônio).

Mark é a Alice que pergunta para o gato que caminho trilhar, mas, não sabe aonde quer chegar. O gato (poderíamos chamar o sucesso), pergunta onde ele quer chegar, ele diz que não sabe, aí, o gato diz que qualquer caminho serve. Muitas pessoas acham que estão bem onde estão e com o que conquistaram, mas, o trabalho é continuo e tem que ter foco. O Mark não tem foco. Acha que engana todo mundo, porém, está engando ele próprio.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Olavo de Carvalho não PODE ser filósofo






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Amauri Nolasco Sanches Junior

Já disse que o Olavo de Carvalho não é filósofo. No máximo é um intelectual e por ele dá curso, não quer dizer, que ele é um filósofo. Não avalio ele por causa de ter ou não um diploma – mesmo o porquê, existem filósofos de diploma que não filosofam e ainda acreditam demais em ideologias políticas nocivas – mas, a maneira que ele avalia as questões importantes e o quanto isso é nocivo. O Olavo de Carvalho e o Paulo Ghiraldelli, são, muito parciais e não usam tanto a racionalidade quanto parece. Analises politicas não podem ser parciais. Aliás, analises de filósofos não poderiam ser parciais. Claro, que a filosofia não dá margem ao que é verdade fechada dentro de um quadrado com um padrão de qualidade dizendo que isso realmente é filosofia. Por isso, não concordo quando alguns filósofos atacam livros ditos de autoajuda, porque fica como se uma imposição a verdades prontas, que isso ou aquilo é filosofia, e, muitas vezes, até nesses livros podemos fazer algumas reflexões interessantes.


Tudo que eu achei no discurso da professora Janaína Paschoal eu coloquei no artigo anterior “Janaína Paschoal falou a verdade e ninguém gostou”, onde achei bem oportuno a sua avaliação. Olavo de Carvalho twittou assim:  “Janaina Paschoal NÃO PODE ser vice-presidente nem de clube de futebol. ”, que mostra desconhecer até mesmo, times de futebol. Para o “professor”, o que seria um vice na altura do Bolsonaro? Quem quer ser vice do Bolsonaro depois de uma foto com uma criança fazendo gesto de arma com o dedo? Quem quer ser vice do Bolsonaro depois de todo o discurso que ele fez durante a sua carreira parlamentar? Ninguém, presumo. Ninguém quer que seu nome seja ligado a uma pessoa que discursa contra pilares básicos da ética, como não estuprar (seja a mulher do PT, PSDB, PDT e etc), como dizer que o Brasil é um pais cristão (fomentando o fanatismo religioso), como fazer crianças fazerem gesto de armas e outras coisas que estão cheios os jornais. Então, acho eu, que o discurso da Paschoal foi bem pertinente.


Agora, não vou dizer que o Olavo de Carvalho, como disse o Saindo da Matrix (esqueci o nome dele), é um velhinho qualquer que cismou fazer vídeo no YouTube. Não. Não é um velhinho do YouTube, porque faz anos que está em evidencia e escrevia artigo de jornal, escreveu livros e fica propagando teorias maluca da direita americana (a gente sempre importa merda de fora, única coisa boa, foi o rock). Uma prova dessa insanidade do “velhinho” é, querer estuprar minha inteligência, dizendo que o movimento hippie é um movimento comunista e que o rock é comunista. Nós sabemos muito bem, que a direita (que nunca pegou uma obra marxista e de Karl Marx), confunde socialismo com comunismo faz tempo. O gozado disso tudo – se não for, deprimente – é que o próprio Olavo disse em um vídeo que os regimes socialistas não quiseram levar adiante o comunismo, porque estatizar a economia era e é, uma coisa impossível. Se o próprio Olavo disse que o comunismo nunca existiu e não tem possibilidade de existir, esses caras da direita, falam tantas asneiras que ainda existe comunismo no mundo? A Guerra Fria termina com a queda do muro de Berlim, ponto.


Sou contra, também, filósofos acadêmicos por achar eles amarrados num modo, quase fanático, cientifico. Para mim, o modo cientifico não tem nenhuma diferença do modo religioso, não temos a capacidade empírica de dizer se aquilo é ou não, verdade. Você pode perguntar: mas, existem evidencias? Ok. Mas, não há diferença nenhuma de uma foto de um OVINI e uma foto de um foguete subindo aos céus, provas podem ser forjadas. O que podemos fazer é crer que aquilo seja verdade. No mesmo modo, ser um ateu e ser um religioso, é uma questão de crença. Sempre vi a filosofia muito além do que todo mundo vê, e não costumo a me prender a formas cientificas. O filosofar é dissertar ou fazer uma meditação a respeito das coisas e questões que estão dentro da filosofia, mas, também, é dissertar ou fazer uma reflexão em qualquer assunto.

Filosofar é ativar a criatividade por meio de abstrações sobre alguma coisa. Além de fazer longas reflexões, o filosofar é uma maneira de argumentar sutilezas. Por exemplo, a fala do Olavo de Carvalho, que falou que a professora não servia nem para ser vice de time de futebol. Quem é corinthiano (para evitar críticas mais acaloradas, sou um), sabe que isso não é verdade. Aliás, ditos filósofos que ditam verdades não são filósofos, porque querem impor verdades que só são autoverdades. Se Sócrates tivesse vivo – estou falando o filósofo grego, tá? – chamaria o Olavo de sofista, além, de outros. Sócrates não teve diploma, mas, não tinha preferencias nem na política, nem na religião, nem em nada. Ele questionava tudo. Os únicos que levaram ele e seu ensinamento a sério, foram os cínicos (apesar de Platão ficar famoso, a essência socrática ficou com os cínicos), porque ao fazerem o que queriam, questionavam a moral da época. Coisa que o Olavo não faz por questões religiosas, questões de achar que a moral cristã é a única (já vi ele falar muita merda da filosofia oriental), ele se fecha e não sabe expandir o debate. Não que eu discorde de tudo, mas, não acho que uma pessoa falar mal do que é obvio, seja declarada como “gurus”.

domingo, 22 de julho de 2018

Ora professora Tiburi, a Lava Jato não é fascista, mas, o Dr Bumbum sim



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Amauri Nolasco Sanches Junior

Você pode achar estranho esse nome, mas, se lemos sobre o fascismo italiano de Mussolini (o Duce) e o nazismo de Hitler, a felicidade era a perfeição humano. Não se tratava apenas de movimentos políticos e de economia, eram movimentos estéticos que queriam que o ser humanos fossem perfeitos esteticamente e moralmente. Mussolini batia na mulher – segundo sua filha – Hitler se apaixonou pela própria sobrinha, perseguindo ela, até ela cometer suicídio. A alta cúpula nazista, eram de pessoas com deficiência física – Goebbels sofreu sequelas de poliomielite e o próprio Hitler, teria levado um tiro no joelho e nunca mais se recuperou – homossexuais, e até mesmo dizem, que Hitler teria ascendência judia. Ou seja, não jogue merda para o alto, que pode cair na sua cabeça. Assim como a esquerda que, muitas vezes, dá uma endireitada e fica em histerias idiotas.

O Duce queria restaurar os tempos áureos do império de Roma – tanto, que ele criou o Vaticano, uniu a Itália que já estava unida, mas, não tanto – e o Furher, queria restaurar a Prússia de Frederico, o Grande. Aliás, muitos especialistas (ah, os especialistas!), apontam, que na verdade, Hitler e seus asseclas, queriam restaurar o império Sacro Romano-Germano de Otão I, que para mim, é uma tremenda bobagem. Porque facilmente poderíamos apontar os países que ele invadiu – ganhou a Checoslováquia de presente dos ingleses e franceses para ficar quietinho – e chegarmos a bonita conclusão, que queria restaurar a Prússia. Mas, foda-se. Isso é só uma parte da história que daria um livro, mas, esse texto não é sobre estratégia de guerra, esse texto é sobre outro texto. Bom, a questão que a professora Marcia Tiburi, que fica chamando todo mundo de fascista, chamou a Operação Lava Jato de fascista e comparou os magistrados brasileiros, de fascistas e nazistas.


No começo do texto eu disse que os dois regimes, o nazismo e o fascismo, eram regimes estéticos. O governo nazista criou duas estratégias, um inimigo visível que era (para os nazistas) a escória do mundo – como judeu, cigano, pessoas com deficiência, homossexuais, comunistas, intelectuais, etc – e a propaganda, que começava a espalhar que poderia ser criada uma “raça” superior que sobrepunha as outras.  Essa ideia não é nova e não veio com os nazistas, os gregos, os romanos e até mesmo, regiões orientais e do oriente médio, tem essa ideia. Hitler, por exemplo, bebeu da fonte dos trabalhos da eugenia de Galton, pesquisas sobre a teoria de Darwin e outras coisas, meio, digamos, “esquizotericas”. A sociedade que foi criada dentro do catolicismo, teve uma cultura, digamos, platônica-aristotélica, que só existia virtude na perfeição do corpo (está nos livros A Republica de Platão e Política de Aristóteles). Então, a questão da cor, da etnia, da condição física e sexual, era muito forte na época e em alguma medida, até nos dias de hoje. Na questão dos judeus é fácil constatar que eles foram culpados pela morte de Jesus Cristo, mas, Hitler não se importava com Jesus, nem com nada disso, ele queria vingança de tudo e todos, que lhe rejeitaram. Porém, mesmo que a esquerda negue e vão negar, tanto Hitler, quanto Mussolini, beberam sim da fonte socialista de Marx.

Se prestarmos bastante atenção e isso é bastante sério, a implantação do fascismo e do nazismo é totalmente, uma implantação socialista. Tanto, que Hitler fez acordo com a União Soviética de Stalin, ponto. O socialismo não pode passar de socialismo para comunismo, senão, como os empresários e grandes empresas estatais, vão ganhar dinheiro? Como a roda do capital e da economia vai funcionar? Queiramos ou não, o poder é muito mais importante do que o dinheiro, porque uma nota de cem reais, é só uma apólice jurídica que eu posso trocar aquela nota por algo desse valor. Então, quando você chega ao ponto de dizer que juízes da Alemanha eram cumplices de Hitler e que o mesmo cansava de agradecer eles, acho que deveria tomar bastante cuidado.  Por que? Nem todos os juízes do nazismo e do fascismo, apoiavam os regimes e como constatou a filósofa, Hannah Arendt, eram apenas burocratas. Sim. Pensamos em burocratas como se fossem robozinhos do sistema que só querem ganhar dinheiro – lembramos que o poder é mais importante do que o dinheiro – e não pensam, são seres apáticos por natureza.

Aliás, a professora Tiburi deveria saber que se ela tem ainda, uma coluna numa revista chamada, Cult, é que estamos ainda num regime democrático de direito. E outra coisa, os ex-presidentes (Lula e Dilma), assim como seu partido, fizeram as coisas que eles estão sendo acusados e ponto. Não adianta ficar com birrinha achando que vai convencer alguém, que aliás, não convence mais ninguém.  Mas, existe um fenômeno curioso aqui, a mídia sempre dá destaque aquilo que vai distrair o grande público, porque, a grande mídia no geral, é da esquerda e não tem conversa. Enquanto, várias coisas rolando muito mais importantes, todas as notícias eram voltadas a um médico esteticista. Por que será? Será mesmo, como disse a “filósofa”, o fetiche é acabar com a corrupção? Ou, o Dr Bumbum, virou o símbolo do fascínio estético da perfeição nazista? Lembrando, ainda, a professora Tiburi, que existe a figura icônica dos juízes Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Será, que a professora de filosofia (que deveria saber que não existe uma verdade), acha eles também são nazifascistas? São perguntas pertinentes e não menos importantes.

O fascismo, já que a professora chama todo mundo que descorda das ideias petistas de fascista, é uma tentativa forçada de uma união social de um povo. Se fomos bastante radicais, tivemos bastantes movimentos fascistas ao longo da história, porém, há um problema que a esquerda (que não teve critério de inventar isso), não se ateve. O movimento, especifico, fascista de Mussolini tem o DNA socialista, porque, na essência o movimento fascista é um movimento social. O próprio Mussolini era do partido socialista e não tirou a ideia do fascismo do nada. Acontece, que o fascismo e o nazismo, não são movimentos que queriam implantar o comunismo (aliás, nem o movimento soviético quis implantar o comunismo), porque estatizar toda a economia é difícil. Além de estatizar toda a economia é difícil – sim, tinham milionários russos no tempo da União Soviética – ainda, não interessa a implantação do comunismo. Na essência somos uma humanidade egoísta, porque fomos criados a acreditarmos que devemos lutar por si mesmo, o poder criou esse discurso de vitimização (como um problema) e a solução que são os implantes culturais para dominar. Na verdade, tanto o modo capitalista liberal, como do socialismo, não passa de duas faces da mesma moeda. Afinal, como eu disse, o importante não é o dinheiro e sim, o poder.

Agora, por que eu disse que o Dr Bumbum é fascista? Vamos expor os pilares do poder. Temos a ideologia, temos a religião e temos a economia. A religião distorceu tudo que o fundador ensinou para caber dentro do que o poder quer, que no fundo, nem acredita na espiritualidade e nem em nada. Mesmo o porquê, religião não é espiritualidade. A ideologia política não quer resolver nada, ele dará sempre uma solução para o problema que o próprio poder, criou. O capitalismo, por exemplo, tem milhares de problemas que o poder produziu, ele pega a teoria marxista, e transforma a solução. Só que o socialismo também vem do poder que tem os mesmos problemas, a miséria (importante para ter mão de obra), tem o problema do meio ambiente, tem o problema da saúde e segurança pública. Daí entramos na ordem econômica, onde com a mão de obra as industrias funcionam, ganham dinheiro, gastam o dinheiro, assim giram a roda da economia. Chegamos onde eu queria chegar. Existe o quarto poder, a mídia. Mas, a mídia, é somente o poder econômico agindo dentro da propaganda mediática da felicidade, porque você deve acreditar que a felicidade é um corpo perfeito, é ter coisas, é ser cercado de amigos e pessoas. Muitos poucos tiveram a coragem de ir além daquilo que foram condicionados a acreditar. Então, a mídia cria médicos estéticos que modelam corpos que ela mesmo padroniza e que vão dar, ilusoriamente, um ar de felicidade e prestigio. Mas, é ilusão. São ilusões criadas para dar ao povo uma esperança e continuar trabalhando e achando, que se você tiver uma bunda perfeita, você será bonita e terá a felicidade. Será que homem gosta de bundas plastificadas? Será que isso só é mais uma sombra? O Dr Bumbum assassinou e deve pagar pelo que fez, mas, por outro lado, a gente não vê tudo isso quando um médico do SUS não atende ou mata alguém. Porque o Dr Bumbum pode estragar essa ilusão que ela mesma criou. Esse é o verdadeiro nazifascismo, criar o ser humano perfeito, só que, só seremos pessoas melhores, espiritualmente (dentro de nós mesmo).

O poder deve criar mitos dentro do progressismo (Lula), e deve criar um mito dentro do conservadorismo (Bolsonaro), que desune o povo num bem muito maior. O Dr Bumbum e a professora Tiburi, são faces de mitos criados pelo poder para não ver a realidade. O filme Matrix mostra muito isso – numa maneira de ficção cientifica – que o ser humano se aprisiona para não ver da verdade, mas, de alguma maneira, a realidade mostra qual é a verdade.  Você tem liberdade no capitalismo? Não. Eu quero ter um emprego e nenhuma empresa me contrata por eu ser cadeirante, mesmo eu sendo publicitário, técnico de informática e filósofo. Não se tem nenhuma liberdade de ser o que quer ser e fazer tudo. Existe igualdade no socialismo? Não. Porque sempre a casta governamental, vai ter o que ninguém pode ter (incluindo os burocratas), sempre existira um governo tirânico. O poder é um só, professora, até no petismo. No governo petista, se parou de fiscalizar as empresas que devem contratar 5% de pessoas com deficiência no quadro de funcionários. No governo petista, se teve maior índice de especulação de todo tipo (porque se vendia um país do outro mundo). Na prefeitura de São Paulo, o petismo sucateou o transporte público, se gastou muito em ciclovias, na acessibilidade se fez pouco, se tirou o remédio em casa para idosos e pessoas com deficiência. Se sucateou o transporte especial de vans (o ATENDE). Emparelhou conselhos. Emparelhou todas as empresas da prefeitura. Se isso não for um fascismo, não sei o que é.